quinta-feira, 28 de março de 2013

A origem do ovo de páscoa


Na Páscoa, a celebração da morte e ressurreição de Cristo serve como um momento especial para que os cristãos reflitam sobre o significado da vida e do sacrifício daquele que fundou uma das maiores religiões do mundo. Contudo, muitos não conseguem visualizar qual a relação existente entre essa celebração de caráter religioso com o hábito de se presentear as pessoas com ovos de chocolate.
Para responder a essa pergunta, precisamos voltar no tempo em que o próprio cristianismo estava longe de se tornar uma religião. Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/pascoa/a-origem-ovo-pascoa.htm
Informações muito uteis para os professores

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Texto sobre a história do carnaval

A História do Carnaval no Brasil



O carnaval chegou ao Brasil em meados do século XVII, influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias.
Embora de origem europeia, muitos personagens foram incorporados ao carnaval brasileiro, como, por exemplo, Rei momo, pierrô, colombina, etc.
Os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos cortejos de automóveis (corsos) surgiram nessa época, mas tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas decoravam seus carros, fantasiavam-se e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem aos carros alegóricos.
O carnaval tornou-se cada vez mais popular no século XX, e teve um crescimento considerável neste período, que ocorreu em virtude das marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval mais animado).
A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”.
Anos depois, a escola mudou seu nome para Estácio de Sá. A partir deste momento o carnaval de rua começou a ganhar um novo formato. Com isso, no Rio de Janeiro e São Paulo, começaram a surgir novas escolas de samba. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, iniciaram os primeiros campeonatos para constatar qual escola de samba era a mais bela e animada.
A Região Nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua como, por exemplo, Recife. Já na Bahia, o carnaval de rua conta com a participação dos trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial pelo axé.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estreitando laços entre os alunos e os espaços de leitura


Helena Aparecida Dadá de Almeida Souza
Escola Estadual Brasil
Escola Municipal Uberaba
                                                         
                    Sou professora de uso da biblioteca na Escola Estadual Brasil no turno matutino e desenvolvi esse projeto com 15 turmas, do 1º ao 5º ano, no 2º semestre do ano de 2012.
        O objetivo dessa proposta é mais do que criar um hábito de leitura: é criar o desejo da leitura por prazer, ampliando o espaço de leitura dos alunos, não se restringindo somente à escola.
         A leitura deve ser vista pelos alunos não como uma obrigação, mas sim como uma grande descoberta de prazer /entretenimento e que pode se dar em diferentes espaços. Essa tarefa não é fácil! O trabalho de formar leitores precisa ser uma ação conjunta entre os professores e família, se possível com a participação de toda a comunidade.
Nesse sentido, foi proposto esse projeto em parceria entre a Escola Estadual Brasil e Biblioteca Pública Municipal “Bernardo Guimarães” para cadastrar os alunos do turno matutino como usuários daquele espaço, possibilitando o acesso a um número maior de autores e obras para leitura e pesquisa.
             Inicialmente procuramos a coordenação da biblioteca para propor à parceria de visitas e cadastro dos nossos alunos como usuários da mesma.
Estabelecida à parceria enviamos bilhetes às famílias para autorizar a saída dos alunos e providenciar o envio de fotos ¾ para confecção da carteirinha de sócio-usuário.
Elaboramos o cronograma de visitas à biblioteca enfatizando a área de interesse a ser explorada com cada turma: 1º ano (contos de fada), 2º ano (Vinícius de Moraes), 3º ano (Cecília Meireles), 4º ano (Sylvia Orthof) e 5º ano (Pedro Bandeira). As visitas foram programadas para as terças-feiras, com duração de 2 horas e atendendo 2 turmas.
            No dia da visita os alunos conheciam a história da biblioteca, depois eram conduzidos à sala de multimeios para apresentação da biografia e uma história do autor conforme o cronograma, bibliotur (excursão pelo interior e exterior da biblioteca) onde era apresentada aos alunos todos os setores da mesma. Por fim, utilizavam o espaço de leitura para conhecer e realizar a leitura de diferentes gêneros textuais.
            Com a realização desse projeto os alunos conheceram novos autores, diferentes formas de contar e ouvir histórias, ouviram música, conheceram o interior e exterior da biblioteca, tiveram momentos de leitura emocionantes e receberam a carteirinha de novos sócios/usuários daquele espaço.
            A parceria realizada foi um sucesso e vale ressaltar o brilhante trabalho coletivo entre a secretaria da escola na organização do cadastro dos alunos, da direção e supervisão pedagógica que deram o apoio necessário para o desenvolvimento do projeto, o apoio das professoras regentes na disponibilidade para acompanhar os alunos no dia da excursão e dos funcionários da biblioteca que demonstraram muito interesse e criatividade.
            No total realizamos o cadastro 75% dos alunos do turno matutino.
Ao longo do projeto percebemos que os alunos melhoraram a atenção, a concentração e o gosto pela leitura. A maioria já está utilizando a biblioteca pública como espaço de leitura, pesquisa e para empréstimo de livros.
        As famílias se demonstraram felizes com a execução desse projeto e aos alunos fica a alegria de possibilitá-los a oportunidade de utilização desse rico espaço de leitura. Apostando e acreditando na iniciativa desse projeto como uma possibilidade de fazer do Brasil um país de leitores. Para muitos, isso é um sonho, sim. Mas, para nós professores é um sonho possível de se realizar!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

LITERATURA INFANTIL: "A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS"




 Jon Scieszka

Em todo o mundo, as pessoas conhecem a história dos Três Porquinhos. Ou pelo menos, acham que conhecem. Mas, eu vou contar um segredo. Ninguém conhece a história verdadeira, porque ninguém jamais escutou o meu lado da história.

Eu sou o lobo Alexandre T. Lobo. Pode me chamar de Alex. Eu não sei como começou este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se lobos comem bichinhos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.

Mas como eu estava dizendo, todo esse papo de Lobo Mau está errado. A verdadeira história é sobre um espirro e uma xícara de açúcar.

No tempo do Era Uma Vez, eu estava fazendo um bolo de aniversário para minha querida vovozinha. Eu estava com um resfriado terrível, espirrando muito. Fiquei sem açúcar. Então resolvi pedir uma xícara de açúcar emprestada para o meu vizinho. Agora, esse vizinho era um porco. E não era muito inteligente também. Ele tinha construído a casa de palha. Dá para acreditar? Quero dizer, quem tem a cabeça no lugar não constrói uma casa de palha.É claro que sim, que bati, a porta caiu. Eu não sou de ir entrando assim na casa dos outros. Então chamei: “Porquinho, você está aí?” Ninguém respondeu.

Eu já estava a ponto de voltar para casa sem o açúcar para o bolo de aniversário da minha querida e amada vovozinha. Foi quando meu nariz começou a coçar. Senti o espirro vindo. Então inflei. E bufei. E soltei um grande espirro.

Sabe o que aconteceu? Aquela maldita casa de palha desmoronou inteirinha. E bem no meio do monte de palha estava o Primeiro Porquinho – mortinho da silva. Ele estava em casa o tempo todo. Seria um desperdício deixar um presunto em excelente estado no meio daquela palha toda. Então eu o comi. Imagine o porquinho como se ele fosse um grande cheeseburger dando sopa.
Eu estava me sentindo um pouco melhor. Mas ainda não tinha minha xícara de açúcar. Então fui até a casa do próximo vizinho. Esse era um pouco mais esperto, mas não muito. Tinha construído a casa com lenha. Toquei a campainha da casa com lenha. Ninguém respondeu. Chamei: “Senhor Porco, senhor Porco, está em casa?”

Ele gritou de volta: “Vá embora Lobo. Você não pode entrar. Estou fazendo a barba de minhas bochechas rechonchudas”. Ele tinha acabado de pegar na maçaneta quando senti outro espirro vindo. Inflei. E bufei. E tentei cobrir minha boca, mas soltei um grande espirro. Você não vai acreditar, mas a casa desse sujeito desmoronou igualzinho a do irmão dele.

Quando a poeira baixou, lá estava o Segundo Porquinho – mortinho da silva. Palavra de hora. Na certa você sabe que comida estraga se ficar abandonada ao relento. Então fiz a única coisa que tinha de ser feita. Jantei de novo. Era o mesmo que repetir um prato. Eu estava ficando tremendamente empanturrado. Mas estava um pouco melhor do resfriado.

E eu ainda não conseguira aquela xícara de açúcar para o bolo de aniversário da minha querida e amada vovozinha. Então fui até a casa do próximo vizinho. Esse sujeito era irmão do Primeiro e do Segundo Porquinho. Devia ser o crânio da família. A casa dele era de tijolos. Bati na casa de tijolos. Ninguém respondeu. Eu chamei: “Senhor Porco, o senhor está?” E sabe o que aquele leitãozinho atrevido me respondeu?  “Caia fora daqui, Lobo. Não me amole mais.”

E não me venham acusar de grosseria! Ele tinha provavelmente um saco cheio de açúcar. E não ia me dar nem uma xicrinha para o bolo de aniversário da minha vovozinha. Que porco! Eu já estava quase indo embora para fazer um lindo cartão em vez de um bolo, quando senti um espirro vindo. Eu inflei. E bufei. E espirrei de novo.

Então o Terceiro Porco gritou: “E a sua velha vovozinha pode ir às favas.” Sabe sou um cara geralmente bem calmo. Mas quando alguém fala desse jeito da minha vovozinha, eu perco a cabeça. Quando a polícia chegou, é evidente que eu estava tentando arrebentar a porta daquele Porco. E todo o tempo eu estava inflando, bufando e espirando e fazendo uma barulheira.

O resto, como dizem, é história.

Tive um azar: os repórteres descobriram que eu tinha jantado os outros dois porcos. E acharam que a história de um sujeito doente pedindo açúcar emprestado não era muito emocionante. Então enfeitaram e exageraram a história como todo aquele negócio de “bufar, assoprar e derrubar sua casa”.

E fizeram de mim um Lobo Mau. É isso aí. Esta é a verdadeira história. Fui vítima de armação. Mas talvez você possa me emprestar uma xícara de açúcar”.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012